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Impacto do financiamento na eficiência hospitalar

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Resumo(s)

Compete ao Estado a responsabilidade pela manutenção da saúde individual e coletiva da população. A prestação de cuidados de saúde revela-se uma atividade de grande incerteza conduzindo a encargos para além das possibilidades. Este estudo caracteriza a oferta e procura de cuidados de saúde no domínio económico e social. Os investimentos que têm sido feitos na saúde, nomeadamente os de carater preventivo, poderiam por si só conduzir a menores investimentos futuros em saúde. No entanto, fatores demográficos antecipam necessidades diferentes, mais complexas e ostensivas. Segundo dados da OCDE Portugal é dos países com menor despesa em valores absolutos mas com maior despesa em percentagem do PIB. Ao sistema de saúde é exigido que adote medidas de redução de despesa que permitam manter a qualidade e acessibilidade. Uma dessas políticas é repensar a forma como se financiam os cuidados de saúde de modo a tornar todo o sistema mais eficiente. Percebe-se que existem ineficiências na remuneração dos cuidados hospitalares comparando os custos, demora média hospitalar e índice de complexidade e concluiu-se que há margem para melhorias tanto a nível das práticas médicas como a nível da utilização e racionalização dos recursos. A base deste trabalho assenta num inquérito, elaborado a um conjunto de profissionais com responsabilidade máxima na gestão hospitalar, tendo sido obtida resposta de 59 inquiridos com abrangência nacional. Os resultados deste inquérito demonstram que é necessário um upgrade nos modelos de custeio e de financiamento hospitalar, que a gestão desconhece em grande medida se os serviços são eficientes e que os sistemas de informação de gestão são insuficientes. Constata-se ainda uma discrepância entre a receita do hospital e a atividade dos serviços e a existência de desperdício no Serviço Nacional de Saúde. Assim, este trabalho tem a preocupação de contribuir para um aperfeiçoamento de um sistema de financiamento prospetivo que conduza à eficiência. Para que tal aconteça é fundamental que o financiamento assente em metodologias de sistemas de custeio que permitam remunerar pelo justo valor, de modo a aumentar a competitividade, concentrar competências e recursos e gerar sinergias.

Descrição

Palavras-chave

financiamento de cuidados de saúde eficiência e sistema de custeio

Contexto Educativo

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Projetos de investigação

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Editora

Faculdade de Economia da Universidade do Porto

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