Clínica de Neurociências
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- In utero meconium exposure increases spinal cord necrosis in a rat model of myelomeningocelePublication . Correia-Pinto, J.; Reis, J.; Hutchins, G.; Baptista, M.; Estevão-Costa, J.; Flake, A.; Leite-Moreira, A.Abstract BACKGROUND/PURPOSE: The rationale for in utero repair of myelomeningocele has been supported experimentally by the observation of preserved neural function after prenatal closure of surgically created defects compared with nonrepaired controls. The mechanism of injury to the exposed neural elements is unknown. Postulated mechanisms include trauma to the herniated neural elements or progressive injury from amniotic fluid exposure as gestation proceeds. A component of amniotic fluid that may contribute to neural injury is meconium. In the current study the effect of human meconium on the exposed spinal cord in a fetal rat model of myelomeningocele was examined. METHODS: Twenty time-dated pregnant rats underwent laparotomy at 181/2 days of gestation. The exposed uterus was bathed in ritrodrine for tocolysis. The amniotic cavity was opened over the dorsal midline of the fetal rat, and, under a dissecting microscope (x25), a 2- to 3-level laminectomy was performed. Under magnification (x40), the translucent dura was opened using a 25-gauge needle as a knife. Two fetuses per dam were operated on. In the control group, the amniotic fluid was restored with saline solution, whereas in the experimental group a solution of Human meconium diluted (10%) in saline was used to restore the amniotic fluid. Fetuses were harvested by cesarean section at 211/2 days' gestational age. The liveborn pups were then killed and fixed in 10% formaline. Sections 10 micrometer thick were stained with H&E and studied by light microscopy for evidence of spinal cord injury. RESULTS: Seven of 20 (35%) experimental rat pups and 6 of 20 (30%) control rat pups were liveborn. All liveborn pups had severe paralysis of the hindlimbs and tail, so that functional differences between the 2 groups could not be detected. Histologic examination of 13 spinal cords at the site of surgical exposure showed that necrosis of neural tissue in 5 of 7 meconium-exposed rat pups was increased when compared with that observed in the 6 fetuses exposed to amniotic fluid without meconium. In general, inflammation was greater and repair processes appeared delayed in meconium-exposed rat pups. CONCLUSIONS: Exposure of the spinal cord of fetal rats to amniotic fluid by surgically created myelomeningocele leads to severe functional impairment. Histologically recognizable necrosis of neural elements was increased in those animals that were exposed to diluted human meconium in the amniotic fluid. The results support the hypothesis that meconium may contribute to the pathophysiology of spinal cord injury observed in myelomeningocele.
- ALTERAÇÕES VÉSICO-ESFINCTERIANAS NO PARKINSONISMOPublication . Andrade, M.; Trêpa, ADepois de uma breve revisão da euroanatomia e da neurofisiologia vésico-esfincteriana é feita uma análise das alterações vésico-esfincterianas no Parkinsonismo e a sua correlação com a doença, com os fármacos utilizados no tratamento desta doença e com eventuais problemas prostáticos. Conclui-se que cada caso terá obrigatoriamente que ser estudado individualmente.Further to a brief review of the vesical-sphincterian neuroanatomy and neurophisology, we analyse the vesical-sphincterian dysfunction in the Parkinson disease and its relation with this illness, with the drugs used in its treatment and with eventual prostatic problems. We therefore conclude that each case should be studied individually.
- [Pressure ulcer management-‐Evidence‐based interventions]Publication . Rocha, J.; Miranda, M.; Andrade, M.Apesar da modernização dos cuidados de saúde, a prevalência das úlceras de pressão permanece elevada, particularmente nos doentes hospitalizados. Estas úlceras são uma importante causa de morbilidade e mortalidade, afectando a qualidade de vida do doente e dos seus cuidadores, e constituindo uma insustentável sobrecarga económica para os serviços de saúde. Uma precoce e regular estratificação do risco de desenvolver uma úlcera de pressão é fundamental para a adopção de medidas preventivas adequadas e para a implementação de uma estratégia terapêutica atempada. Esta inclui métodos para redução de factores predisponentes à hipoperfusão tecidual, a optimização do estado geral e nutricional do doente, e cuidados locais da úlcera de pressão. A estratégia terapêutica permanece em grande medida dependente da experiência pessoal, divergindo entre os diferentes centros, e carecendo da necessária comprovação científica. Esta revisão partiu da necessidade de fundamentar, segundo as evidências actuais, as diferentes intervenções terapêuticas de modo a elaborar um protocolo de actuação uniformizado no internamento do Serviço. Após uma exaustiva pesquisa bibliográfica e dado as úlceras de pressão permanecerem um problema de alta prevalência, resolvemos publicar este trabalho como uma base directiva para a prevenção e tratamento das úlceras de pressão em doentes de alto risco.PRESSURE ULCER MANAGEMENT - EVIDENCE-BASED INTERVENTIONS Despite improved awareness and quality of care among health care personnel, pressure ulcers prevalence remains high especially in the inpatient setting. Pressure ulcers are associated with increased morbidity and mortality, affecting the quality of life of patients and their caregivers, and significantly increasing direct and indirect healthcare costs. Early risk assessment for developing a pressure ulcer is essential to decide on the appropriate preventive measures and for initiation of a tailored therapeutic approach. Interventions include strategies to reduce extrinsic and intrinsic risk factors associated with tissue ischemia, optimization of patient’s nutritional status, and local wound care. This revision intends to review current evidence-based therapeutic interventions in pressure ulcer care, and support implementation of management protocols in an inpatient ward.
- LESÃO MEDULAR TRAUMÁTICA: Recuperação Neurológica e FuncionalPublication . Andrade, M.; Gonçalves, S.Objectivo: Avaliar a recuperação neurológica e funcional dos doentes com Traumatismo Vertebro-Medular (TVM). Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, que incluiu os 93 doentes com o diagnóstico de TVM admitidos no Serviço de Fisiatria do Hospital Geral de Santo António, entre Janeiro de 1993 e Dezembro de 2002. Os dados demográficos e médicos foram recolhidos dos processos clínicos. O registo da avaliação de cada doente foi efectuado na admissão, à data da alta hospitalar e 1 e 3 anos após a lesão. O estado neurológico foi classificado de acordo com os critérios da American Spinal Injury Association (ASIA), e o estado funcional através da Medida de Independência Funcional (MIF). Resultados: 87% doentes eram do sexo masculino, sendo a média de idades de 40 anos. Os acidentes de viação e as quedas foram a causa mais frequente da lesão. A maioria dos traumatismos foi dorsal e cervical (45% e 42% respectivamente). O tratamento inicial incluiu: administração intravenosa de metilprednisolona, que ocorreu nas primeiras oito horas após lesão em 54% dos casos; intervenção cirúrgica precoce, realizada em 77%. Registou-se maior recuperação nos doentes com lesão medular incompleta, particularmente naqueles classificados como C na escala da ASIA. Foi encontrada uma associação estatisticamente significativa entre os resultados obtidos no internamento e os registados no período de três anos de follow-up. A recuperação neurológica não se correlacionou com a idade dos doentes, o nível de lesão, administração de corticoides em altas doses ou cirurgia realizada nas primeiras 24 horas após a lesão (p >0,05). Os resultados funcionais registados através da MIF revelaram-se bastante favoráveis, particularmente os que foram alcançados em regime de internamento. Conclusões: Os resultados revelados neste estudo demonstram o considerável potencial para uma recuperação neurológica após um TVM, enfatizando a importância do investimento na continuidade dos programas de reabilitação nos anos que se seguem à lesão, particularmente nas lesões incompletas. Study Design: A retrospective study was conducted Objective: Evaluate the neurologic and functional recovery in patients with Traumatic Spinal Cord Injury (TSCI). Methods: A retrospective study was conducted, including the 93 patients with a diagnosis of TSCI admitted for rehabilitation in the Physical and Rehabilitation Medicine Department, Santo António General Hospital, between January 1993 and December 2002. Demographic and clinical data were collected from the hospital charts. The patients were evaluated at admission for rehabilitation, before discharging, 1 year and 3 years after injury. Neurologic status was registered according to the standards of the American Spinal Injury Association (ASIA) and functional status by the Functional Independence Measure (FIM). Results: The sample population was 87% men, with a mean age of 40 years. Motor vehicle accidents and falls were the commonest mechanism of injury. The majority sustained dorsal and cervical lesions (45% and 42% respectively). The initial management included: intravenous high dose methylprednisolone, administered within eight hours after injury in 54% of the sample; early surgical stabilization, performed on 77%. Incomplete cord injury carried a better prognosis of motor improvement, especially the patients classified as C on the ASIA Impairment Scale (AIS). A significant statistical association was found between the outcomes obtained during the initial rehabilitation, and the ones achieved on the 3 year followup period. The neurologic recovery was not related with the patient’s age, injury level, high dose steroid administration or surgery performed in the first 24 hours after injury (p >0,05). The FIM scores demonstrated the favourable functional outcomes achieved, especially during the inpatient rehabilitation. Conclusions: The results of this study further demonstrate the considerable potential for neurologic recovery after TSCI, emphasizing the importance of the rehabilitation investment continuity, especially for the ones with incomplete cord injury.
- [Ventilatory dysfunction in motor neuron disease: when and how to act?]Publication . Rocha, J.; Miranda, M.A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa devastadora, envolvendo neurónios motores do córtex cerebral, tronco cerebral e medula espinhal. A sobrevida média após o diagnóstico é de 15 meses, sendo as complicações pulmonares responsáveis por mais de 85% das mortes. Apesar da inevitabilidade da disfunção ventilatória e da morte a curto prazo, protocolos de intervenção estandardizados permitem atrasar ou evitar a necessidade de suporte ventilatório invasivo, melhorando a qualidade de vida e prolongando a sobrevida. Os autores apresentam um protocolo de intervenção baseado na progressão clínica e em parâmetros respiratórios objectivos. A decisão sobre o início da ventilação não invasiva (VNI) e de técnicas adjuvantes, como o recrutamento de volume pulmonar (RVP) e tosse assistida mecânica, é dependente do aparecimento de sintomas de hipoventilação e da deterioração dos parâmetros respiratórios especialmente os respeitantes à função bulbar. Estes incluem a capacidade inspiratória máxima (CIM), diferença entre a CIM e CV (CIM-CV) e o fluxo pico associado à tosse (PCF). Um programa de educação do doente e seus cuidadores quanto ao uso destas técnicas terapêuticas não invasivas tituladas pelo biofeedback com oximetria, permite reduções no número e duração de hospitalizações, episódios de pneumonia e insuficiência respiratória grave e atrasar ou evitar a necessidade de traqueostomia. A utilização de oxigénio suplementar deve ser evitado neste grupo de doentes por inviabilizar a utilização da oximetria para controlar a aplicação das técnicas não invasivas adjuvantes, e por estar associada a diminuição do drive respiratório central com agravamento da hipercapnia.
- [Physical exercise in the treatment of Ankylosing Spondylitis: a systematic Review]Publication . Ribeiro, F.; Leite, M.; Silva, F.; Sousa, O.O exercício físico é um componente regular no tratamento de várias patologias, entre as quais a espondilite anquilosante (EA). A EA é uma patologia reumática, crónica e sistémica, sem cura conhecida e na qual o exercício físico se tem revelado como terapia essencial no controlo e prevenção de deformidades associadas. No sentido de promover uma prática de acordo com a evidência e de ajudar na tomada de decisões acerca dos cuidados de saúde em pacientes com EA, foi efectuada uma revisão de estudos randomizados controlados tendo por objectivo examinar o papel do exercício físico no tratamento de pacientes com EA. Uma pesquisa computorizada nas bases de dados Cochrane Central,Pubmed/ Medline e PEDro permitiu identificar 13 estudos envolvendo 1.056 pacientes, com classificação metodológica de 5,62 na escala de PEDro. Dos estudos incluídos, 3 avaliaram o efeito aditivo do exercício físico à medicação, 3 compararam os benefícios da prática regular de exercício supervisionado em grupo com os benefícios do exercício físico não supervisionado no domicílio, 5 avaliaram programas de exercício alternativo (hidroterapia e reeducação postural global) ao programa tradicionalmente usado em pacientes do EA e 2 centraram-se sobre o rácio custo/efectividade da terapia. Os estudos incluídos nesta revisão sugerem que o exercício físico é uma terapia benéfica no tratamento de pacientes com EA; este exercício deve ser efectuado em grupo com supervisão de fisioterapeuta. Novas modalidades de exercício, hidroterapia ou exercício baseado na reeducação postural global, parecem oferecer igualmente uma terapia alternativa válida e promissora para pacientes com EA.
- Hipertensão arterial e doença vascular cerebral: a visão do neurologistaPublication . Correia, M.As doenças cerebrovasculares são a primeira causa de morte em Portugal, e a correspondente taxa de mortalidade é das mais levedadas entre os países europeus; a incidência do Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocupa também um lugar cimeiro, e de entre os doentes sobreviventes de AVC cerca de 50% deles encontram-se dependentes. Embora a doença vascular cerebral seja heterogéneos (enfartes cerebrais, hemorragias intracerebrais primárias, hemorragias subaracnoideias, demência vascular) a hipertensão arterial tem um papel da maior importância como factor de risco, como causa, e também na prevenção secundária, em todos os tipos de AVC. Já no que se refere ao AVC agudo o benefício (ou o risco) da mudança dos valores da tensão arterial nesta fase da doença não está determinado.
- IMPORTÂNCIA DA CITOMETRIA DE FLUXO NA AVALIAÇÃO DE LESÕES CEREBRAIS SUSPEITAS DE LINFOMAPublication . Campos, F.; Bini-Antunes, M.; Santos, A.; Queirós, M.; Santos, M.; Gonçalves, M.; Fonseca, S.; Lau, C.; Teixeira, M.; Nunes, P.; Pinheiro, C.; Pires, M.; Lima, M.A citometria de fluxo (CF) tem adquirido um papel cada vez maior no diagnóstico e classificação das patologias linfoproliferativas, sendo fundamental a integração e complementaridade das informações obtidas por citometria com os resultados do estudo anatomo-patológico (EAP). Existem, porém, escassas referências na literatura que documentem a importância da CF na avaliação de lesões cerebrais suspeitas de linfoma.
- CARACTERIZAÇÃO DAS INFECÇÕES URINÁRIAS NUMA UNIDADE DE LESÕES MEDULARESPublication . Alexandre, M.J.; Trêpa, A.; Castro, A.; Gonçalves, S.
- Hemangioendotelioma nasal: a propósito de um caso clínicoPublication . Sousa-Castro, S.; Gameiro-Santos, J.; Abrunhosa, J.; Almeida-Sousa, C.
